Ás vezes sabe bem voltar ao ponto de partida, ás vezes é apenas preciso.
A luz suave de um por do sol, o sossego de um encontro com o horizonte.
Reconsideramos. A vida. O amor. A solidão. A distância. A morte. Tudo.
E no fim apenas uma certeza: amanhã teremos mais respostas.
E no fundo, o que importa é o que sabemos deste mundo e não o que fica por saber. Reconfortemos-nos nisso e esqueçamos as incógnitas.
A plenitude está num novo amanhecer, os tons brandos do céu e o canto incerto dos pássaros.
Enquanto os meus olhos tiverem essa certeza a minha vida terá um propósito, o de acordar com os raios de sol a iluminarem-me o rosto e a pressa de me levantar, porque há vida lá fora e o tempo passa demasiado depressa para ter a alma adormecida.

